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Talvez se eu tivesse ido em criança à Eurodisney com a TAP e novamente, na lua-de-mel, à ‘república’, tivesse simpatia pela empresa.

Não fui, e não tenho.

Milhares de horas de voo na TAP (e noutras companhias) e sempre entendi, como cliente, que era um produto sofrível. Escrevi cliente, sim. A empresa sempre preferiu tratar-me como ‘passageiro’ na mesma linha das que usavam ‘assinante’ e dos ginásios que usam ‘sócio’ . Mas gosto das coisas claras e cliente é a designação objectivamente mais correcta.

Também como interessado no desenvolvimento turístico do Algarve e participante com diferentes níveis de responsabilidade nesse mesmo desenvolvimento turístico, pude constatar, que a empresa sempre prestou um desserviço à Região. Quando era monopolista, não tinha interesse, quando o deixou de ser, não teve visão e não era competitiva.

É na competitividade que está a questão de fundo.

A empresa nunca encontrou o seu lugar no mercado. É cara para low-cost e não tem qualidade para companhia full-service de sucesso. Ao longo dos anos sempre foi errática no que respeita ao padrão de serviço, pouco confiável quanto à operação e sempre enleada em novos desenvolvimentos de êxito previsivelmente duvidoso. A pequena história recordará alguns como a operação para Los Angeles ou Macau, a escolha entre Montreal e Toronto ou mais recentemente as novas ex-rotas com morte anunciada de Belgrado, Talinn e São Petersburgo.

Também para as regiões autónomas, cedo se constatou que a ficção do ‘serviço público’ estava a prejudicar os residentes tanto quanto prejudicava o turismo das regiões.

Há hora que escrevo há alguns cartazes nas ruas de Lisboa a convocar uma manifestação a defender a TAP. Fazedores de opinião e bricoleurs de petições também se têm agitado: a nossa TAP – dizem com um brilhozinho nos olhos…

Não tenho solidariedade para oferecer. Como o mercado demonstrou a empresa não tem futuro, o produto não é suficientemente apelativo e não encontrou o seu posicionamento no mercado. Possivelmente não haverá coragem para a vender e continuará a drenar recursos.

Não é uma universidade nem um hospital…e para termos orgulho em Portugal, … já temos o Ronaldo e o Saramago, o Alvarinho, os pastéis de Belém e os tubos da Nazaré!…

Talvez se eu só tivesse ido em criança à Eurodisney com a TAP e novamente, na lua-de-mel, à ‘república’ , tivesse simpatia pela empresa…

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